Com foco em comunicação popular e formação, iniciativa busca fortalecer a denúncia e o anúncio nos territórios, inserindo a justiça socioambiental
Comunicação| REPAM
A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil) realizou, no dia 15 de janeiro de 2026, uma reunião virtual com organizações parceiras para alinhar os próximos passos das campanhas Amazoniza-te e Eu Voto pela Amazônia, com foco na mobilização cidadã e na incidência ética em defesa da Amazônia, seus povos e territórios.
O encontro reuniu representantes da Cáritas Brasileira, CEPAST/CNBB, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental, WWF Brasil, além de liderança e equipes da REPAM. A reunião reafirmou que a mobilização construída no contexto da COP30 não se encerra com o fim da Conferência: pelo contrário, exige continuidade, articulação e presença permanente nos territórios amazônicos.
Territorialidade e protagonismo amazônico no centro
Entre os principais pontos debatidos, destacou-se o fortalecimento do enfoque territorial das campanhas, garantindo que as vozes e denúncias das comunidades sejam ouvidas e visibilizadas. Foram lembradas situações que se agravam nos territórios, como inundações, invasões, desmatamento, queimadas e violências no campo, que atingem diretamente a vida de povos indígenas, comunidades tradicionais e defensoras e defensores de direitos humanos.
A memória das campanhas também foi retomada: o Amazoniza-te, lançado em 2020, nasceu em contexto de pandemia e trouxe ações virtuais voltadas à sensibilização social, visibilidade das violações e denúncias territoriais. Já o Eu Voto pela Amazônia, ativado em 2022, foi apresentado como ferramenta essencial de conscientização para o período eleitoral, reforçando que a defesa da Amazônia passa também pela escolha de representantes comprometidos com justiça socioambiental e democracia.
Eixos e encaminhamentos para 2026
A proposta apresentada para o próximo ciclo organiza o planejamento em quatro eixos principais: formação cidadã, comunicação acessível, mobilização em rede nos territórios e incidência política. Também foram apontadas possibilidades de produção de conteúdos pedagógicos e materiais de apoio, com linguagem simples e popular, articulando ciência, cultura e participação social.
A reunião encaminhou ainda a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para consolidar propostas e construir o planejamento 2026, com previsão de uma nova rodada de diálogo com outras organizações e reuniões periódicas ao longo do ano.
A REPAM-Brasil reafirma que fortalecer essas campanhas é fortalecer a escuta dos territórios e a construção coletiva de caminhos para a defesa da Casa Comum: uma Amazônia viva, com direitos, justiça e dignidade.