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Coordenação da Articulação das Pastorais do Campo se reúne em Brasília para definir prioridades de 2026

Pastorais traçam caminhos para fortalecer a unidade das pautas principais dos povos e comunidades tradicionais em relação aos direitos e à denúncia de violações

 

Por Cláudia Pereira | APC

 

A coordenação da Articulação das Pastorais do Campo (APC) realizou, no dia (17), sua primeira reunião presencial do ano na Casa Dom Luciano de Almeida, em Brasília (DF). O encontro teve como objetivo central avaliar as ações desenvolvidas em 2025 e consolidar a agenda institucional para os próximos meses, com objetivo no fortalecimento da unidade entre as pastorais e na resistência dos povos do campo, das florestas e das águas.
A abertura do encontro foi marcada por um momento de espiritualidade inspirado no “Pregão Quaresmal” de Reginaldo Veloso:
“Mudai de vida, mudai / Convertei-vos de coração!
Fazei a vontade do Pai, / O chão é de todos, e o pão!”
Com base no Evangelho de João (5, 1-16) e na Oração da Campanha da Fraternidade 2026, a reflexão destacou a cura como um ato que prioriza a vida acima de formalismos legais, uma inspiração para a missão das pastorais diante das desigualdades estruturais do país.
O encontro contou com representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Cáritas Brasileira e Serviço Pastoral do Migrante (SPM). Durante a avaliação das atividades de 2025, a coordenação pontuou que, apesar dos desafios financeiros e de articulação, houve avanços significativos. O setor de comunicação foi um dos destaques na produção de conteúdos e coberturas estratégicas, como a do Congresso da CPT, realizado em julho de 2025, e a da COP 30, realizada em novembro, em Belém.
Para 2026, a APC definiu eixos prioritários que incluem a manutenção da agenda institucional, o fortalecimento da comunicação e o incentivo aos encontros presenciais para estreitar os laços entre as diversas pastorais.

 

Foto: Cláudia Pereira

Incidência Política e Direito à Moradia com o tema da CF 2026

O encontro foi encerrado com a ação de incidência política na Câmara dos Deputados. A coordenação participou de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial, que debateu o direito à moradia digna e o acesso a direitos básicos, tema da Campanha da Fraternidade deste ano. O evento registrou uma boa presença de parlamentares, embora sejam da área de pautas progressistas.
Na audiência, foi reforçado o impacto da crise climática sobre a moradia de povos e comunidades tradicionais. “Para enfrentar esses desafios, é crucial criar condições políticas que incentivem avanços na habitação e enfrentem a desigualdade”, ressaltou um dos deputados presentes.
O Padre Jean Poul Hansen, secretário-executivo do Setor de Campanhas da CNBB, presente na audiência defendeu que a moradia deve ser tratada como um direito fundamental, e não como mercadoria. Ele enfatizou como ação concreta uma das propostas da CF26, a criação de um Sistema Único de Moradia, nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS), que integre os direitos à terra, teto e trabalho. O padre pontuou ainda sobre a criminalização de movimentos, fazendo um apelo aos parlamentares para que barrem projetos de lei que visem criminalizar movimentos populares de moradia. Ele também reforçou a urgência da campanha “Despejo Zero” e a necessidade de urbanizar favelas por meio do diálogo direto com os moradores, garantindo a dignidade além do período da Quaresma.
Foto: Cláudia Pereira

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